Teorias Clássicas

Postagem em Apresentaremos ao longo de cinco postagens resumos sobre as principais escolas de pensamento econômico. Não pretendemos esgotar todos os temas, mas, de maneira breve, ilustrar os pontos mais importantes. Neste presente artigo encontraremos as ideias básicas das teorias clássicas e suas sucessoras.

Leia toda a série:

Teorias Econômicas
Teorias Keynesianas
Teorias Clássicas
Teorias Estatistas
Teorias Liberais

CLÁSSICOS 

Com o pensador Adam Smith (1723-1790) houve a separação entre política econômica e economia política, esse mesmo autor é considerado pai da economia política por grande parte dos economistas. O pensamento clássico se desenvolveu na segunda metade do século XVIII e no século XIX. Os pensadores dessa corrente compreendem o capitalismo como pertencente a uma dinâmica do processo produtivo, trazidas pela Revolução Industrial. Adam Smith afirma que não é a quantidade de bens valiosos como prata e ouro que determina a riqueza de uma nação, mas o trabalho é que da origem a prosperidade. Em consequência desse pensamento, qualquer mudança que permita melhores resultados das forças produtivas torna a nação mais rica. A principal delas – além da mecanização – é a divisão social do trabalho, um pilar para ideia de rendimentos crescentes. A escola também aborda as causas das crises econômicas, as implicações do crescimento populacional e a acumulação de capital. Acreditam, entre outras coisas, no pleno emprego; nos axiomas da ergodicidade (que os eventos quando repetidos podem ser previstos matematicamente); flexibilidade de preços e salários; liberalismo econômico; equação quantitativa da moeda. Os clássicos elaboram o conceito de racionalidade econômica, no qual o indivíduo deve satisfazer suas necessidades sem se preocupar com o bem-estar coletivo. Essa busca egoísta e competitiva, no entanto, estaria na origem de todo o bem público porque qualquer intervenção nessas leis naturais do comportamento humano bloquearia o desenvolvimento das forças produtivas. Usando a metáfora econômica de Smith, os homens, conduzidos por uma “mão invisível”, acabam promovendo um fim que não era intencional. Entre os diversos autores pertencentes à Escola Clássica se destacam o francês Jean-Baptiste Say (1767-1832) e os ingleses Thomas Malthus (1766-1834) e David Ricardo (1772-1823).

Um pouco mais sobre essa escola aqui

http://www.presenteparahomem.com.br/economia-a-escola-classica-de-adam-smith/

http://www.economiabr.net/economia/1_hpe4.html

NEOCLÁSSICOS 

A escola surge no fim do século XIX com o austríaco Carl Menger (1840-1921), o inglês William Stanley Jevons (1835-1882) e o francês Léon Walras (1834-1910). Posteriormente se destacam o inglês Alfred Marshall (1842-1924), o austríaco Knut Wicksell (1851-1926), o italiano Vilfredo Pareto (1848-1923) e o norte-americano Irving Fisher (1867-1947).Não é muito simples estabelecer uma diferença entra a teoria clássica e a neoclássica. Esta compreende a maioria dos paradigmas clássicos e aprimora outros. Negam de certa forma a teoria do valor dos clássicos, é importante destacar que o erro dos clássicos acerca da teoria do valor permitiu que Marx construísse sua teoria da mais-valia e por extensão a teoria da exploração. Uma vez refutada a teoria do valor-trabalho (estrutura das teorias de Marx), cai por terra todo o edifício teórico erigido por Karl Marx em O Capital. Utilizam pressupostos que asseguram o equilíbrio, não acreditam na luta e diferença entre classes e negam o caráter progressivo do capitalismo. Os neoclássicos negam a teoria clássica do valor-trabalho. Amparados pelas idéias do filósofo inglês Jeremy Bentham (1748-1832), criador do utilitarismo, eles afirmam que o valor de um produto é uma grandeza subjetiva: relaciona-se com a utilidade que ele tem para cada um. Essa utilidade, por sua vez, depende da quantidade do bem de que o indivíduo dispõe. Dessa maneira, o preço das mercadorias e dos serviços passa a ser definido pelo equilíbrio entre a oferta e a procura. Essa lei do mercado, para os neoclássicos, conduz à estabilidade econômica. Os economistas dessa escola acreditam que a quantidade de moeda afeta apenas o nível de preços de uma economia; há uma igualdade em relação à níveis de investimento e poupança (sendo que a poupança determina o investimento), onde a taxa de juros funciona como o preço regulador. Toda a teoria sofre mudanças no decorrer do tempo, aprimoram as já existentes e buscam tornar seus modelos cada vez mais aplicáveis a realidade.

Um pouco mais sobre essa escola aqui

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142001000100003&script;=sci_arttext

http://www.cofecon.org.br/noticias/colunistas/luiz-machado/960-grandes-economistas-xv-alfred-marshall-e-a-escola-neoclassica

SÍNTESE NEOCLÁSSICA 

A síntese neoclássica foi uma tentativa de unir os casos gerais aos particulares das teorias neoclássica e keynesiana. Os pensadores desse grupo por vezes são chamados de velhos keynesianos. O desenvolvimento da síntese neoclássica teve destaque com os economistas Hicks, Hansen, Samuelson, Solow, Modigliani, Patinkin e Clower. A ideia fundamental é apresentar uma estrutura analítica comum às duas teorias. Foram responsáveis pela construção do modelo IS-LM; a análise de estáticas comparativas de economias diversas; aplicação dos microfundamentos à macroeconomia. Concluíram que se os preços são flexíveis a economia chega ao pleno emprego; o papel das expectativas e incerteza fica em segundo plano; adicionam o papel do fenômeno “armadilha da liquidez” na macroeconomia. Observe que os pontos keynesiano dessa síntese são fracos e pouco se relacionam com a verdadeira teoria de Keynes.

Um pouco mais sobre esta escola aqui:

www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Eventos/ForumBNB2007/docs/uma-perspectiva.pdf

NOVOS-CLÁSSICOS

Diversos pensadores contribuíram para a formação da Escola Novo-Clássica, entre esses destacam-se John Muth (1930-2005), Robert Emerson Lucas (1937), Thomas Sargent, Wallace Tyner. Diversos autores acreditam que essa escola pouco contribuiu para a formação da teoria macroeconômica. Mas ainda assim podemos relacionar diversas percepções sobre a referida teoria. Trabalharam na microeconomia em modelos de maximização das funções utilidade e do lucro; na teoria econômica, na formação das expectativas racionais; em mecanismos de equilíbrios automáticos do mercado; na construção do que viria a ser a oferta agregada; e na analise do choque de oferta.

Um pouco mais sobre esta escola aqui:

http://temaseconomia.blogspot.com/2006/12/novos-clssisos-x-novos-keynesianos.html

http://economiaemdebate.blogspot.com/2007/04/novos-clssicos-x-novos-keynesianos.html



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Economista, especialista em gestão pública, servidor público federal, atua na área de licitações, contratos e planejamento orçamentário.
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8 comments on “Teorias Clássicas

  1. Interessante os comentários acerca dos autores e pensadores da economia.

  2. obrigado anonimo, espero que ajude em algo.

  3. Pelas informações dos textos, percebe-se que os cursos de graduação em economia atualmente, utlizam-se nas disciplinas ligadas a macroeconomia, uma mescla das escolas neoclássicas, sintese neoclássica e novo clássica; e nas disciplinas ligadas a microeconomia as idéias de utilidade e maximização do lucro dos neoclássicos. Normalmente esta conclusão só fica clara com informações contidas em blogs e sites como este, Parabéns!

    José Roberto Chaim
    estudante de economia – esalq-usp

  4. José, algumas teorias contribuem mais para a macro e outras para a micro. mas essa divisão é apenas didática, ambas se afetam. Dependendo da faculdade, é dado mais destaque a uma teoria que a outra. Abraços.

  5. Estou fazendo minha pós-graduação aqui no seu site, viu?? rss!!! Obrigado!

  6. Kkkk

    Que exagero. Valeu pela visita. Abraços

  7. ajudou imenso…e continuaria ajudar mais se podesse por referencia bibliografica afim de aprofundar mais os nossos conhecimentos…

  8. Ola Suneya,

    obrigado pelo comentário. Eu fiz esse resumo na época da faculdade, vez ou outras, eu releio alguns textos e coloco informações adicionais. Obrigado pela dica.

    Abs

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